Educação DIDÁTICO

Podcast uruguaianense defende popularização da ciência

Projeto 'Ciência no Velho Oeste' quer mostrar que tema não está distante da realidade das pessoas.

19/04/2020 18h29 Atualizada há 3 semanas
Por: Renan Silveira
Projeto tem participação da comunidade acadêmica (Foto/Divulgação)
Projeto tem participação da comunidade acadêmica (Foto/Divulgação)

O "Ciência no Velho Oeste" faz referência bem humorada à região onde está inserido: a Fronteira Oeste, mais precisamente Uruguaiana. Em formato de podcast, o projeto é vinculado à Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e existe desde 2016.

Dentre os objetivos, está a necessidade de dar visibilidade as pesquisas científicas do Universidade, e mostrar para as pessoas que ciência não é algo de outro mundo.

Entre os mais de 50 episódios, já foram abordados temas como: tuberculose, álcool e drogas, a importância da leitura, depressão, alimentação saudável, suicídio, astronomia, entre outros. Os episódios podem ser encontrados através do site. Estão disponíveis nas plataformas Spotify e Apple Podcasts.

Para ficar por dentro da proposta, conversamos com o coordenador do projeto, Michel Mansur Machado, professor da Unipampa.

 

BN: Este é um projeto vinculado a uma Universidade (a Unipampa), ou não necessariamente?
MICHEL: Sim. O Podcast Ciência no Velho Oeste é um projeto de extensão vinculado a UNIPAMPA Campus Uruguaiana, porém com participação externa.

 

BN: Todos são alunos ou professores? Qual os cursos que compõe o projeto?
MICHEL: Ele tem como base em sua composição: eu, Prof Michel Machado como coordenador do projeto, a Profª Fabiane Farias como colaboradora, o Carlos Augusto Riella de Mello que é escritor e professor de língua Inglesa - não da UNIPAMPA, alunos e convidados.  Quanto aos alunos, hoje temos da farmácia e da enfermagem. Mas todos os cursos são bem vindos! Quanto mais diversificada for a discussão, mas rica ela fica.

 

BN: Como é fazer ciência no Velho Oeste, mais precisamente em Uruguaiana? O que traz de diferente essa condição geográfica? Por que é tão importante a ponto de dar nome ao projeto?
MICHEL: Na verdade, o “fazer ciência” é algo maravilhoso! Como disse Marie Curie “Os cientistas em seus laboratórios não são meros tecnicistas. Eles são como crianças diante de fenômenos que os impressionam como contos de fadas”. E a Região da fronteira... bom essa foi quem tão carinhosamente no abraçou! Nos acolheu com tanto carinho e nos dá diariamente tantas oportunidades de “nos impressionar”, que seria uma ingratidão nossa não lembrar dela neste momento.

 

BN: Qual o intuito de falar de ciência para o público em geral (leigo)?
MICHEL: Nosso intuito é que as pessoas entendam que a ciência não é um bicho-de-7-cabeças. Ela não é algo distante da realidade deles. A ciência está no dia a dia, está na sua casa, na sua vida. Além disso, queremos divulgar as pesquisas que a UNIPAMPA faz e as implicações que elas trazem para as pessoas fora dos laboratórios. Quanto mais a gente entende de ciência, menos a gente fica refém das falsas notícias.

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