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Economia e Inovação BAGÉ LIDERA

Economia consistente é importante fator frente à crise

Em um cenário em que pequenos e médios negócios são os mais afetados, economia diversificada e presença de grandes empresas podem favorecer a retomada dos municípios.

22/04/2020 17h31 Atualizada há 1 mês
Por: Renan Silveira
Foto: Patricia Leal/ Assessoria da Prefeitura de Bagé
Foto: Patricia Leal/ Assessoria da Prefeitura de Bagé

Falamos aqui sobre como micro e pequenas empresas (MPE's), especialmente os microempreendedores inviduais (MEI's) são responsáveis por uma parcela significativa da economia brasileira, e que o sucesso destes é essencial para a retomada do país.

Entretanto, estes modelos de empresas também são os mais vulneráveis a crises, e dependem da estabilidade das maiores - uma vez que estas ainda representam aproximadamente 70% do produto interno bruto do país.

Exemplos são quando grandes fornecedores precisam subir os preços, ou grandes empregadores passam a demitir. Nesse caso, a produtividade e o consumo tendem a despencar para os menores negócios.

Para determinar o potencial de uma determinada cidade, é sim importante levar em consideração o número de MEI's ou pequenas empresas atuando naquele local, mas também torna-se necessário a análise de outros fatores em termos de economia. Neste contexto, entre os muitos estudos disponíveis sobre as cidades, optamos por abordar um que é bastante abrangente tratando-se de parâmetros.

O Índice Sebrae de Desenvolvimento Local (ISDEL) é um estudo extremamente consistente para levantar as condições locais em que as empresas estão imersas, uma vez que leva em consideração 135 indicadores sociais para classificar as cidades. Entre os muitos índices sociais considerados no estudo, destacamos a presença dos seguintes parâmetros:

- Aglomeração Produtiva;
- Capital Empreendedor;
- Densidade de Empresas;
- Diversificação das Importações;
- Índice de Complexidade Econômica;
- Infraestrutura;
- Inovação;
- Serviços Financeiros;
- Tecido Empresarial.

Na região, Uruguaiana tem maior número de microempreendedores. Mas Bagé demonstra maior consistência em indicadores gerais.

O ISDEL classifica os territórios dentro de uma escala que varia de 0 a 1. Dentre as 20 cidades da região da Campanha e Fronteira Oeste, o gráfico apresenta as dez com maior índice. Os números mais recentes são de 2017. Clique nas colunas para exibir:

Conversamos com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Informação de Bagé, Bayard Paschoa, para entender o que coloca o município em destaque.

— Queremos acolher bem todos os empresários, do pequeno ao grande e criamos a Casa do Empreendedor, agregando em um único local todos os profissionais chave, para que uma empresa possa ser criada e passe a funcionar em um tempo menor — destaca.

Atentando-se ao fato de que Bagé destaca-se a nível regional neste sentido, Bayard salientou a chegada de grandes empresas.

— O nosso importante potencial de consumo, junto com a mudança de nosso ecossistema empreendedor possibilitou a atração de grandes redes para o município. Acolher bem, tanto quem já empreende em Bagé, quanto quem quer expandir trouxe mais de 40 empresas novas e tivemos mais de 20 reformas ou novos ciclos de reinvestimento local.

Bagé, a 1ª colocada, ocupava a 37ª posição no estado. Caçapava, 2ª colocada, a 98ª posição estadual. Santana do Livramento, por sua vez, ficava na 323ª posição do Rio Grande do Sul. E Hulha Negra, na região da Campanha, era a pior colocada em todo o estado.

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