Turismo ESTAGNADO

Crise é ainda maior no turismo: "receita zero"

Proprietária de agência de turismo de Uruguaiana confirma panorama de perdas no setor.

01/05/2020 02h05
Por: Renan Silveira

O setor de turismo é um dos mais afetados com a pandemia. Nesse contexto, após cancelamentos por parte das consumidores, e restrições motivadas por saúde pública, as agências se veem impedidas de vender pacotes e realizar o seu principal serviço, que são as viagens.

Diferente de comércios, onde na maioria das vezes há redução mas não paralisação, muitas agências de viagens estão completamente paradas. É o caso da Agência KM1, de Uruguaiana. Conversamos com a proprietária Maria Esther Machado, que revelou que o faturamento após o coronavírus despencou a zero.

— Estávamos com parceria fechada com uma agência da Argentina, com viagens aéreas e terrestre por vários destinos daquele país. Faríamos o inverno lá e o verão no Brasil, mas ficou tudo em espera — lamenta.

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) realizou uma pesquisa entre os seus associados, e concluiu uma perda de R$3,9 bilhões entre adiamentos e cancelamentos. Esse valor é o equivalente a 1/4 do faturamento total no ano passado.

A Associação também indicou que os consumidores adiaram ou cancelaram 96,2% das viagens de abril, 94,2% das viagens de maio, e 63,5% das viagens de junho.

Para além das agências de viagens, o turismo brasileiro enquanto setor perdeu R$11,96 bilhões de receitas somente na segunda quinzena de março, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Isso representa perda de 84% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Crise no turismo internacional impactaria significativamente cidades da região

Maria Esther nos conta que outros pacotes vendidos pela agência uruguaianense foram adiados, de forma que há casos em que as viagens estão previstas somente para novembro.

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