Fronteira CORONAVÍRUS

Uruguai aumentará controle nas fronteiras com o Brasil

Medidas em cidades binacionais como Santana do Livramento, no entanto, serão amenizadas devido a presença de trabalhadores que cruzam a fronteira diariamente.

05/05/2020 22h18 Atualizada há 2 meses
Por: Augustho Soares

Preocupado com os avanços da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o Uruguai deve aumentar o controle de saúde nas fronteiras. A medida foi informada nesta terça-feira (5), em coletiva de imprensa, pelo Secretário da Presidência, Álvaro Delgado.

— O governo do Uruguai está preocupado com a situação em algumas cidades fronteiriças, particularmente do lado brasileiro — afirmou Delgado, em espanhol.

Assim, enquanto a situação não se normaliza, o governo do país proibiu a entrada de estrangeiros. No entanto, a medida será amenizada para trabalhadores que residem em cidades gêmeas, como Sant’Ana do Livramento e Rivera, onde existem pessoas que moram de um lado da fronteira mas trabalham no outro.

O presidente deu instruções a todos os ministros para aprofundar a presença nas fronteiras, onde também será feito um protocolo e serão dadas diretrizes claras à população da área da Fronteira, entendendo as particularidades das cidades binacionais.

Até a última atualização de casos, feita na noite desta terça-feira, o Uruguai registrava 17 mortos e 670 casos positivos de coronavírus, mas nenhum foi encontrado em departamentos de fronteira como Artigas, Rivera ou Cerro Largo.

Já o Brasil, país mais afetado pela pandemia na América Latina, com 114.715 casos e 7.921 mortes, o presidente Jair Bolsonaro é contrário às medidas de isolamento para evitar a propagação do vírus e incentiva, inclusive, a reabertura de comércios e indústrias, priorizando a necessidade econômica do país.

Quando questionado sobre o fato, Delgado destacou:

– Não compete a mim ou ao governo (uruguaio) se posicionar sobre o posicionamento do presidente brasileiro, sendo que o Brasil tem uma situação muito particular onde há regulações federais, estaduais e das prefeituras.

A coletiva completa pode ser vista no vídeo abaixo.

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