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Há 26 anos perdíamos o poeta Mário Quintana

O ilustre alegretense morreu no dia 05 de maio de 1994, relembre.

06/05/2020 22h16 Atualizada há 2 meses
Por: Renan Silveira

Mario de Miranda Quintana foi um jornalista, escritor e poeta gaúcho, nascido no dia 30 de julho de 1906, no Alegrete. Viveu sua infância na cidade natal, onde também iniciou os estudos.

Aos 13 anos mudou-se para a capital do estado, onde estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, na época um internato. Ainda em 1925 retornou brevemente a Alegrete, para trabalhar na farmácia do pai. Em 1929 passou a trabalhar no jornal O Estado do Rio Grande.

Como tradutor, traduziu obras de grandes escritores, como: Proust, Balzac, Virginia Woolf, Maupassant, Voltaire, dentre outros. Como jornalista, além do Diário de Notícias de Porto Alegre, Quintana trabalhou na Revista do Globo e no Correio do Povo - neste último pelo longo período de 1953 a 1977.

Em 1930 o poeta deixou o Rio Grande rumo ao Rio de Janeiro, mas permaneceu por apenas seis meses até retornar a Porto Alegre, local onde permaneceu até a sua morte.

  Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

Mário Quintana

Quintana não casou, e nunca teve filhos. Sua casa na maior parte da vida foram em hotéis. Um deles, o antigo e imponente "Hotel Majestic", onde se abrigou por cerca de 15 anos, ficou famoso e se transformou em um importante Centro Cultural e ponto turístico da cidade de Porto Alegre.

Um dos cartões postais de Porto Alegre leva o nome do poeta (Foto: Ricardo André Frantz)

Já na terceira idade, esteve desempregado, sem dinheiro e foi despejado do Hotel Majestic. Continuou alojado no Hotel Royal, em um quarto de propriedade do ex-jogador de futebol, Paulo Roberto Falcão.

 

ALGUNS PRÊMIOS

Em 1980, Mário Quintana recebeu o “Prêmio Machado de Assis” da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1981, conquistou o “Prêmio Jabuti” de Personalidade Literária do Ano.

Recebeu diversos títulos de Doutor Honoris Causa, como pela universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982), Universidade do Vale dos Sinos - UNISINOS (1986), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (1986), Universidade de Campinas - UNICAMP (1989) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989).

Na região, há escolas em Alegrete, Bagé e Uruguaiana que levam o nome de Mário Quintana.

A ilustre personalidade faleceu no dia 05 de maio de 1994, deixando saudades, admiração, e recebendo homenagens que se espairam pelos dias atuais.

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