Coronavírus BOM EXEMPLO

Reitor da UFPel lembra cooperação de Uruguaiana nas pesquisas: "exemplar"

Comentário positivo sobre uruguaianeses ocorreu após equipes da universidade gaúcha serem agredidas, detidas e até roubadas em cidades do Brasil durante realização de testes rápidos de covid-19 para pesquisa.

17/05/2020 01h41 Atualizada há 2 meses
Por: Renan Silveira
Testes rápidos são aplicados na população (Foto: Divulgação/Daniela Xu/UFPel)
Testes rápidos são aplicados na população (Foto: Divulgação/Daniela Xu/UFPel)

A realização da pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com o Ministério da Saúde e Ibope, que tem como base a realização de testes rápidos de coronavírus para mapear subnotificações e números reais de casos, vai atrasar. Isso porque as equipes de pesquisadores tiveram surpresas desagradáveis Brasil a fora. Equipes tiveram uma série de problemas em aproximadamente 40 das 133 cidades.

O jornal Folha de São Paulo publicou em reportagem que pesquisadores foram, inclusive, presos em cidades espalhadas pelos estados do do Pará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Santa Catarina e Mato Grosso. Isso porque, em muitos desses lugares, prefeitos e secretários da saúde não autorizaram  entrevistas e testes rápidos.

Outro veículo que noticiou o fato, foi a Rádio Guaíba. O reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal, em entrevista para o veículo da capital, acusou algumas autoridades de se portarem como "xerifes". Ressaltou ainda que o estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, e estava autorizada pelo Ministério da Saúde. Lamentou dizendo que estes que impedem a realização do estudo, estão atrapalhando a pesquisa brasileira.

Em outros casos, pesquisadores foram agredidos pela própria população, acusados de não respeitar o isolamento social. Além do mais, o reitor ainda comentou que: “agressões e assaltos aconteceram muito esporadicamente".

Hallal também lembrou que há muitos municípios colaborando com o andamento do estudo. No Rio Grande do Sul, destacou especificamente a cidade de Uruguaiana como "exemplar".

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