História e Cultura RECONHECIMENTO

Sergio Faraco será patrono do Prêmio Minuano de Literatura 2020

Prestes a completar 80 anos, o alegretense é um dos maiores nomes na literatura brasileira. Conheça a história deste ícone da região.

20/05/2020 12h00 Atualizada há 2 meses
Por: Augustho Soares
Em sua obra, Faraco se inspira na infância e adolescência passadas na Fronteira Oeste. (Foto: Divulgação)
Em sua obra, Faraco se inspira na infância e adolescência passadas na Fronteira Oeste. (Foto: Divulgação)

No ano em que completa 80 anos, o escritor alegretense Sergio Faraco será o patrono do Prêmio Minuano de Literatura, o qual é promovido pelo Instituto Estadual do Livro (IEL), em parceria com o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Faraco é conhecido como um dos maiores autores gaúchos contemporâneos, se destacando com suas obras de contos, crônicas e não-ficção histórica, além de já ter traduzido em diversas línguas.

Sua obra divide-se entre as memórias da infância e adolescência passadas na região da Fronteira Gaúcha e o desencanto do submundo urbano. Através dela, até hoje coleciona premiações como o da Academia Brasileira de Letras, da União Brasileira de Escritores, da Associação Gaúcha de Escritores e o Açorianos de Literatura.

 

FARACO

Nascido no “Baita Chão”, em 25 de julho de 1940, Faraco permanece no Alegrete durante toda sua infância e adolescência. Em 1963, aos 23 anos, enquanto morava em Porto Alegre, ganha uma bolsa de estudos através do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e se muda para a União Soviética, onde cursa o Instituto Internacional de Ciências Sociais, em Moscou.

Em 1965, retorna ao Brasil e é preso pela ditadura militar, experiência relatada posteriormente pelo autor no livro Lágrimas na Chuva, de 2002.

Em 1970, publica Idolatria seu primeiro livro de contos. Sua primeira coletânea de crônicas O Chafariz dos Turcos só seria lançada 20 anos depois, em 1990. No meio deste tempo, cursa Direito na Faculdade de Direito do Instituto Ritter dos Reis, em Canoas, onde se forma em 1980.

Em 1995, decide parar de escrever contos por acreditar que já não consegue a mesma qualidade de antes. Porém, em 2000, o autor volta atrás e publica Rondas de escárnio e loucura, com 7 contos inéditos.

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Em 2003, recebe o Prêmio Erico Veríssimo, outorgado pela Câmara Municipal de Porto Alegre pelo conjunto da obra.

Em 2008, recebe a Medalha Cidade de Porto Alegre, concedida pela Prefeitura Municipal. No mesmo ano, tem seu conto “Majestic Hotel” incluído na antologia Os melhores contos da América Latina, organizada por Flávio Moreira da Costa.

Em 2014, recebe o Troféu Guri, conferido pela Rádio Gaúcha e pelo Grupo RBS a personalidades promoveram o Rio Grande do Sul no Brasil e no exterior, através de suas atividades.

Em 2018, foi agraciado com o Prêmio Açorianos de Literatura – Especial, pelo conjunto da obra. Além do Brasil, seus contos foram publicados em 13 países, sendo eles: Alemanha, Argentina, Bulgária, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Itália, Luxemburgo, Paraguai, Portugal, Uruguai e Venezuela.

 

Premio Minuano

Promovido pelo IEL, em parceria com o Instituto de Letras da UFRGS, o Prêmio Minuano de Literatura chega à sua 3ª edição em 2020.

O período de inscrições começa hoje e se estende até 30 de junho. Podem participar autores nascidos ou residentes no Rio Grande do Sul, assim como editoras sediadas no Estado. As obras inscritas devem ter sido publicadas no decorrer de 2019.

O regulamento do prêmio mais informações estão disponíveis no blog ielrs.blogspot.com.

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