Turismo EM ANDAMENTO

A promessa para o turismo bajeense com a revitalização de Santa Fé

Revitalização da cidade cenográfica começa a se tornar realidade, mas caminho para conclusão de Parque Temático ainda é longo.

21/05/2020 18h44 Atualizada há 1 mês
Por: Augustho Soares
Estrutura foi construída como cenário para filme que adapta obra de Érico Veríssimo. (Foto: Rodrigo Sarasol / Prefeitura de Bagé)
Estrutura foi construída como cenário para filme que adapta obra de Érico Veríssimo. (Foto: Rodrigo Sarasol / Prefeitura de Bagé)

Em 2012, Bagé foi escolhida pelo diretor Jayme Monjardim como um dos cenários para as filmagens de "O Tempo e o Vento", adaptação cinematográfica da obra do escritor gaúcho Érico Veríssimo.

Na época, foi construída também a Cidade Cenográfica de Santa Fé, baseada no vilarejo onde viviam os principais personagens da história, a família Terra Cambará. Porém, mesmo com os desgastes causados pelo tempo, boa parte do cenário, que deveria durar apenas enquanto acontecia a produção do longa-metragem, permanece em pé até hoje.

Composta por 14 prédios, a construção ocupa uma área de 10 mil metros quadrados, no Parque do Gaúcho, localizado a aproximadamente 7 quilômetros do centro da Rainha da Fronteira.

Segundo a Secretária de Cultura e Turismo de Bagé, Anacarla Flores, desde sua construção, o lugar atrai, em média, cerca de 3 mil pessoas por ano. Assim, após pedidos da população local, o Governo Municipal e órgãos ligados ao turismo começaram a trabalhar para a reconstrução da Cidade Cenográfica de Santa Fé, com a intenção de fazer com que o espaço se torne um verdadeiro Parque Temático.

– Nós estamos buscando projetos, a médio e longo prazo. Inclusive a gente procura parcerias Público Privadas, mas é um trabalho ‘de formiguinha’, que está sendo construído aos poucos – destaca a secretária.

 

Centro de Eventos

Foto: Divulgação

Em um primeiro momento, será construído o Centro de Eventos Terra Cambará, o qual está orçado em R$ 335 mil, sendo R$ 250 mil pagos através de emenda parlamentar e investimento de R$ 85 mil da Prefeitura Municipal. A licitação foi feita nesta quinta-feira (21/05), porém ainda não se sabe quando será o início da obra.

– Nele, a gente pretende realizar palestras, colocar Power Points e vídeos contando a história, além de materiais e espaços para colocar os figurinos. Tudo que o turista quer ouvir e ver, a gente pretende que esteja ali, retratado de alguma forma – revela a titular da Secult.

O Centro de Eventos será construído no local do Sobrado da família, já que a demolição do prédio foi um pré-requisito da Caixa Econômica Federal para a obra, projetada pelo arquiteto Ramiro Kalil.

Foto: Divulgação

– Para a realização do projeto, a área tem que estar limpa, então estamos realizando a limpeza do local e já fazendo a triagem do material que vai ser reutilizado para a própria reconstrução do prédio – afirma a secretária.

Junto ao Conselho Municipal de Turismo e à Associação de Santa Fé, entidade formada para preservar e fomentar o projeto do Parque Temático, a Prefeitura está buscando recursos para revitalizar outros prédios, como a Igreja que também precisou ser demolida no início do ano, devido à estrutura deteriorada representar perigo para os visitantes.

 

O Tempo e o Vento

Foto: Divulgação

Adaptação da trilogia de livros escritos por Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento conta a história dos Terra Cambará e de seus oponentes, os Amaral, a partir da perspectiva da personagem Bibiana, interpretada por Marjorie Estiano e Fernanda Montenegro. A história de lutas entre as duas famílias começa nas Missões e vai até o final do século XIX. Além disso, a produção ainda apresenta o período de formação do Rio Grande do Sul e a disputa de território entre as coroas portuguesa e espanhola.

O filme estreou em 20 de setembro de 2013, em todo o estado, causando filas em Bagé. No total, a obra levou mais de 700 mil espectadores aos cinemas e obteve uma renda de 7,7 milhões de reais em bilheteria.

Somente na Rainha da Fronteira, o longa-metragem contou com cerca de 2 mil figurantes, entre indígenas, cavaleiros, habitantes das Missões Jesuíticas e residentes de Santa Fé que, em sua maioria, foram representados por moradores locais e da região.

A produção do filme foi orçada em R$ 13 milhões, sendo 1,5 milhão investidos na estrutura da Cidade Cenográfica que após as gravações do longa-metragem foi repassada para o Município.

O longa foi estrelado por Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, Fernanda Montenegro, José de Abreu, Leonardo Medeiros e Cléo Pires.

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