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Uruguai planeja volta às aulas para junho

País vizinho conta com bons resultados contra o covid-19 e tentará retomada gradual.

23/05/2020 18h50 Atualizada há 2 meses
Por: Renan Silveira
O uruguai pode ser considerado um caso de sucesso no combate ao covid-19 (Foto: Renan Siveira / Buena Notícia)
O uruguai pode ser considerado um caso de sucesso no combate ao covid-19 (Foto: Renan Siveira / Buena Notícia)

Mesmo em um contexto que a Organização Mundial da Saúde coloca a América do Sul como o próximo epicentro do coronavírus no mundo, a República Oriental do Uruguai planeja a retomada gradual das suas atividades.

Com 20 mortes confirmadas, e 753 casos, o país vizinho vem se destacando como um exemplo no combate à doença, com índices per capita melhores do que os vizinhos Brasil e Argentina.

O Governo, por sua vez, prevê o retorno das escolas para o mês que vem, acompanhado de uma série de medidas de precaução.

O Uruguai faz fronteira com diversas cidades brasileiras. E cauteloso quanto ao tratamento dado à pandemia no Brasil, medidas foram tomadas exclusivamente nas fronteiras. Em Santana do Livramento e Rivera, uma cooperação internacional foi firmada para atuação conjunta nestas cidades. O Governo Uruguaio também se mostrou precavido ao fechar as fronteiras com o Brasil, impedindo o trânsito de pessoas oriundas de cidades não-irmãs.

O país tem menos do que 3,5 milhões de habitantes, o que equivale a uma população menor do que a da Região Metropolitana de Porto Alegre - e evidentemente este é um fator favorável para o controle do vírus. Outras questões, como renda per capita e escolaridade acima da média da região, segundo especialistas, também podem influenciar no índice de cooperação da população quanto às medidas restritivas. Vale lembrar que o país não decretou isolamento obrigatório, ou lockdown.

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou salientou: — O passo está sendo dado porque estamos convencidos de que o risco é mínimo.

Veja quais os protocolos serão seguidos para a retomada das aulas:

• Jornadas de, no máximo, 4 horas.
• Entradas e saídas de alunos devem ser alternadas, evitando aglomerações.
• Intervalos e recreios devem ocorrer em momentos diferentes.
• Férias de julho serão adiadas.

As medidas, no entanto, serão diferenciadas para crianças pequenas e especiais.

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