Educação NOVOS TEMPOS

Novas possibilidades de impacto do jornalismo na comunidade

No dia das comunicações sociais, conversamos com o coordenador do curso de jornalismo da Urcamp, e abordamos ações voltadas aos novos problemas, de um ponto de vista comunitário.

31/05/2020 16h11 Atualizada há 1 mês
Por: Renan Silveira
Jornalismo da Urcamp atua em diversos projetos na comunidade (Foto: Divulgação)
Jornalismo da Urcamp atua em diversos projetos na comunidade (Foto: Divulgação)

Comemora-se hoje, dia 31 de maio, o Dia das Comunicações Sociais. A ciência social aplicada tem como foco principalmente os meios de comunicação de massa, e nela está inserida o jornalismo, um elemento indissolúvel das sociedades e democracias.

Em 2010, quando o Ministério da Educação (MEC) começava a propor algumas mudança nos currículos e nomenclaturas de algumas graduações, determinava, em uma das diretrizes, que o jornalismo passaria a ser um curso individual - não mais uma habilitação agregada ao bacharelado-base (a Comunicação Social).

O curso de Comunicação Social logo daria lugar às seguintes habilitações: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Cinema, Relações Públicas, Produção Editorial e Rádio e TV), que se transformariam em cursos isolados. Exceto por "produção editorial", que desaparece, e "Rádio e TV", que torna-se "Rádio, TV e Internet".

O Dia Mundial das Comunicações Sociais representa um espaço no calendário sazonal do mundo todo, e não é à toa. É uma oportunidade de lembrarmos exatamente qual o papel das ações sociais dentro das comunicações.

Ainda em 2020, iniciativas muito antigas seguem à risca os seus preceitos.

Um exemplo é o curso de jornalismo do Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), fundado em 1996, e possuiu por muitos anos a primeira nomenclatura: Faculdade de Comunicação Social da Urcamp (Facos).

Logo após, deu origem unicamente ao curso de jornalismo, que é o mais antigo em existência nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste. Agora, colabora para resolução de novos problemas.

 

COMUNICAÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO: HOJE

A pandemia do novo coronavírus pegou a todos de surpresa. A educação presencial foi interrompida, e a virtualização do ensino precisou ser implantada da noite para o dia. Nesse contexto, a falta de conhecimento em tecnologias foi um entrave para muitos docentes que precisariam, agora, aprender novas técnicas para lidar com a rotina que se desenhava.

Dentro da Urcamp, não era diferente. A instituição de ensino superior optou por virtualizar suas aulas, aproveitando-se de um preparo que já vinha sendo construído desde a implantação de ambientes virtuais. Mas para muitos professores, câmeras, microfones e outros instrumentos ainda eram novidade.

— A virtualização do ensino é diferente do EAD. Aqui nós temos aulas com professores diariamente, no mesmo horário que teríamos encontros presenciais, agora temos em vídeo — explica o coordenador do curso de jornalismo, Glauber Pereira.

O audiovisual há muitos anos é um ponto forte do curso de jornalismo da Urcamp, e uma das prioridades dentro da graduação. A criação de documentários, e outros projetos audiovisuais já garantiu produções regionais memoráveis. Mas agora, o desafio era transmitir essa experiência para outros docentes.

Foi aí que a Urcamp desenvolveu o projeto Movie Aula Urcamp, uma capacitação liderada por professores e técnicos do jornalismo, e que foi transmitida a outros professores da instituição, com intenção de que eles dominassem algumas técnicas audiovisuais que ajudariam nos novos desafios online.

 

CONHECIMENTO COMPARTILHADO

A TV Câmara de Bagé, canal comunitário vinculado ao poder legislativo municipal, estava em fase de desenvolvimento com um projeto de transmissão de videoaulas através da TV aberta local, e voltada para os alunos da rede pública.

Foi então que a capacitação aplicada na Urcamp foi vista como modelo, já que ministrantes foram os próprios professores da rede municipal de ensino. Logo uma parceria foi realizada para que profissionais do jornalismo da Urcamp pudessem prepará-los para o novo desafio.

— Esse projeto das videoaulas só nos ofereceu uma dimensão nova, que a gente nem imaginava. É muito curioso como passar por situações difíceis e apertos nos ensinam como resolver melhor as coisas — comentou Pereira.

O treinamento foi realizado de forma virtual e acessado por 74 professores, e contou tanto com técnicas de audiovisual, quanto preparação para desinibição e postura frente às câmeras, por exemplo.

Comunicar determina que os acontecimentos sejam colocados em comum. Facilita resolver problemas em conjunto, e aproxima distâncias. E de acordo com essas e outras ações, fica claro o papel do jornalismo dentro de instituições de ensino com propósitos comunitários.

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