História e Cultura CINEMA

7 obras audiovisuais dirigidas pelo gaúcho Jorge Furtado

Na lista que preparamos para esta semana, trazemos links para assistir a alguns dos principais filmes dirigidos pelo porto-alegrense.

07/06/2020 21h25 Atualizada há 2 semanas
Por: Augustho Soares
7 obras audiovisuais dirigidas pelo gaúcho Jorge Furtado

Um dos maiores nomes do audiovisual brasileiro, o cineasta gaúcho Jorge Furtado completará 61 anos nesta terça-feira, 9 de junho. Nascido em Porto Alegre, com mais de 30 anos de carreira, Furtado é conhecido por suas produções com caráter crítico, atuando tanto como diretor como roteirista e produtor.

Em razão disso, na Sessão de Domingo desta semana, trazemos 7 produções audiovisuais dirigidas por Jorge Furtado. Mas desta vez, além de indicar os filmes, deixamos aqui os links para assistir aos filmes.

Sempre é bom lembrar que, assim como as demais listas nessa coluna, a ordem e numeração não representam necessariamente a relevância das obras. Além do mais, priorizamos aquelas em que é possível assistir online, e portanto deixamos de fora produções como a série "Sob Pressão", disponível na GloboPlay.

 

1 – O Homem que Copiava (2003)

Ambientado na zona norte de Porto Alegre, o filme O Homem que Copiava conta a história de André (Lazaro Ramos), um jovem operador de fotocopiadoras, que tem uma vida comum, basicamente realizando sempre as mesmas atividades.

Para se aproximar de sua vizinha Sílvia (Leandra Leal), por quem está apaixonado, André tem a ideia de comprar um presente para sua mãe na loja onde a jovem trabalha, porém, para isso ele precisa de 38 reais.

Então, ele tem a ideia de copiar notas de 50 reais com a nova maquina colorida que ganha na empresa. O que acarreta em uma série de acontecimentos que só vai saber quem assistir ao filme.

Além de ser aclamado em competições no exterior, o longa-metragem foi premiado nas categorias Melhor Filme e Melhor Roteiro Original no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2004.

Fora isso, Furtado recebeu o prêmio de Melhor Diretor, enquanto Giba Assis Brasil venceu na categoria Melhor Montagem. Nas atuações, Pedro Cardoso e Luan Piovani ganharam os prêmios de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes.

Onde assistir: No Youtube, clicando aqui. Em qualidade baixa.

 

2 – Meu tio matou um cara (2004)

Outra das muitas parcerias entre Furtado e o ator Lázaro Ramos, Meu tio matou um cara é outro longa-metragem que merece atenção, já tendo sido exibido inclusive na famosa Sessão da Tarde.

Na produção, Duca (Darlan Cunha), um menino de 15 anos, quer provar a inocência do seu tio, Éder (Lázaro Ramos), que foi preso ao confessar ter matado um homem.

O jovem tem certeza que o tio está assumindo o crime para livrar a namorada, Soraya (Deborah Secco), ex-mulher do morto. Para conseguir provar sua teoria, Duca recebe a ajuda de Isa (Sophia Reis) e Kid (Renan Gioelli), para investigar o caso.

O longa foi aclamado pela crítica e embora não tenha vencido o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, recebeu quatro indicações: Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Ator (Lázaro Ramos).

Onde assistir: No Vimeo, clicando aqui.

 

3 – O Dia em que Dorival Encarou a Guarda (1986)

Pouco após o fim da Ditadura Militar no Brasil, em um período frágil para a democracia nacional, a exibição de um filme que fazia criticas ao Exército e provocava figuras militares de diversas patentes poderia ser arriscado. No entanto, é exatamente isso que é feito em O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart.

A obra é uma adaptação do oitavo episódio do livro O Amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas, que também é outro cineasta gaúcho que deve ter uma lista futuramente em nosso site.

Na trama, o detento Dorival tenta convencer os militares da guarda do quartel a permitir que ele tome um banho. Porém, mesmo dizendo que isto não é permitido, os militares não conseguem justificar para Dorival a razão que o impede de tomar banho.

Sem dúvidas, este curta-metragem fez e faz história até hoje, pois mesmo com mais de 30 anos de sua primeira exibição, ele ainda aborda questões atuais e polêmicas, como a militarização da polícia e o racismo institucionalizado.

Onde assistir: No Vimeo, clicando aqui.

 

4 – Barbosa (1988)

Se em 2020 a derrota mais sofrida da Seleção Brasileira de Futebol envolve alemães e um número de gols que preferimos citar nesta lista, em 1988, a situação era diferente. Na época, o que atormentava os brasileiros era derrota diante do Uruguai, na decisão da Copa do Mundo de Futebol de 1950.

Diante disso, em Barbosa, curta-metragem dirigido por Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, um homem consegue voltar no tempo para tentar evitar o segundo gol uruguaio, que traria a vitória para o time do outro lado da fronteira.

Em 1988, o curta venceu a categoria de Melhor Edição no Festival de Gramado de 1988 e o prêmio de Melhor Filme de Ficção no Festival de Havana.

Onde assistir: No Vimeo, clicando aqui.

 

5 – Ilha das Flores (1989)

No documentário em curta-metragem Ilha das Flores, um narrador conta, de forma ácida e com uma linguagem quase científica, o desenrolar de um tomate. Isso mesmo, um tomate! Mas calma que a história não é tão desinteressante quanto parece.

Acompanhamos a trajetória do tomate, desde o seu cultivo, nos campos de um produtor rural, até o momento em que ele é descartado no lixo e levado para a "Ilha das Flores", um aterro de Porto Alegre. Lá, o material orgânico considerado adequado é selecionado como alimento para suínos em um terreno no local. O resto, que é considerado inadequado para os porcos, é dado a mulheres e crianças pobres para comer.

Em novembro de 2015 o filme entrou na lista da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Em maio de 2019 o filme foi também eleito pela Abraccine o melhor curta-metragem brasileiro da história.

Onde assistir: No Vimeo, clicando aqui.

 

6 – A Matadeira (1994)

O documentário em curta-metragem conta a história do massacre de Canudos, no nordeste do Brasil, a partir de um canhão inglês apelidado pelos sertanejos como "A Matadeira", que foi transportado por vinte juntas de bois através do sertão, tendo disparado um único tiro.

Os confrontos ocorreram na cidadela de Canudos, na Bahia, entre 1896 e 1897, com a destruição da comunidade e a morte da maior parte dos cerca de 30 mil habitantes de Canudos.

Em 1994, o curta A Matadeira participou do Festival de Gramado, vencendo nas categorias Melhor Direção de Arte, Melhor Direção (curta gaúcho) e Melhor Fotografia (curta gaúcho).

Onde assistir: No Vimeo, clicando aqui.

 

7 – Mercado de Notícias (2014)

Como hoje é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, não poderíamos deixar de citar nesta lista o documentário O Mercado de Notícias, onde Furtado aborda a questão da mídia e a democracia.

Na obra, são intercalados depoimentos de jornalistas brasileiros com trechos da peça "The Staple of News", escrita pelo inglês Ben Jonson em 1625, época em que o jornalismo dava seus primeiros passos.

Entre os assuntos abordados durante o documentário, estão a utilização de novas mídias como a internet, o futuro do jornalismo, e também referências jornalísticas na política brasileira.

Sem dúvidas, muita coisa mudou entre 2014 e 2020, no entanto muitos questionamentos apontados nesta produção valem ainda serem pensados e, até mesmo ressignificados nos dias de hoje.

Onde assistir: No Youtube, clicando aqui.

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