Educação PANDEMIA E CRISE

Pesquisa aponta prejuízos para as universidades privadas, mas realidade na região é positiva

Urcamp, principal instituição de ensino superior privada da Fronteira Oeste e Campanha, não está sendo tão afetada pela nova normalidade graças às inovações constantes.

23/06/2020 09h15 Atualizada há 1 semana
Por: Marcelo Vecher
O ensino presencial passou a ser realizado de forma virtualizada, ao vivo, na plataforma Google Meet (Foto: Chrystian Ribeiro/Ascom)
O ensino presencial passou a ser realizado de forma virtualizada, ao vivo, na plataforma Google Meet (Foto: Chrystian Ribeiro/Ascom)

Recentemente, uma pesquisa, feita entre a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) e a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights, apontou que 42% do total de alunos matriculados no ensino superior privado corria risco de ter que desistir da formação por causa da crise econômica em meio à pandemia.

Segundo a pesquisa, divulgada no último dia 10 de junho e repercutida pela Agência Brasil, o emprego ser afetado pela pandemia pesa como fator de decisão para deixar os estudos em 82% dos casos, tanto em relação aos próprios alunos, quanto dos seus responsáveis. Apenas 8% apontaram que poderiam desistir porque a faculdade não migrou as aulas para o ensino a distância.

Neste panorama, o ensino presencial é o mais afetado. Em relação às novas matrículas, apenas 7% dos futuros estudantes entrevistados disseram que pretendem iniciar um curso na modalidade presencial ainda este ano. Já na modalidade a distância, esse percentual chega a 30%. 

Por outro lado, cerca de um terço dos entrevistados pretende adiar o ingresso no ensino superior para o começo de 2021. Outros 7% devem aguardar até o segundo semestre do próximo ano e 43% decidirão quando a situação se normalizar.

Ao todo, foram entrevistados 644 estudantes e 963 potenciais alunos entre os dias 28 e 31 de maio.

 

Urcamp e a pandemia

O Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp) é a principal instituição de ensino superior privada da Fronteira Oeste e Campanha. Apesar da realidade a nível nacional, por aqui a coisa é um pouco mais positiva. Segundo a reitora Lia Quintana, as atividades da instituição não foram tão afetadas, já que a mesma vinha realizando um processo muito grande de modernização tecnológica.

O ensino presencial passou a ser realizado através de aulas virtualizadas, nas quais os professores e alunos participam ao vivo de videoconferências pela plataforma Google Meet. Essa facilidade possibilitou, ainda, a realização de palestras com figuras importantes para cada área do conhecimento de todos os cantos do Brasil e até do exterior.

— As aulas têm sido elogiadas pelos alunos, a Urcamp estava preparada para este formado há algum tempo e os cursos estão trabalhando muito bem dentro da nova normalidade — expressou.

A virtualização, explica a reitora, é diferente do que é oferecido no Ensino à Distância pela instituição. — As atividades são cheias de recursos tecnológicos e isso está tendo muito resultado para o aluno — destaca.

Questionada em relação à inadimplência, Quintana foi categórica.

— Estamos trabalhando de forma tão organizada com essas aulas virtualizadas que o nosso percentual de inadimplência não está sendo relevante neste momento — indicou.

De qualquer forma, em uma transmissão ao vivo feita recentemente com autoridades da instituição, ela apontou que estão sendo negociadas as pendências de alunos que sofreram os impactos econômicos da pandemia, analisando a situação caso a caso.

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