História e Cultura SUBSÍDIO

Governo tenta amenizar perdas do setor cultural em Bagé

Prefeitura usará R$ 100 mil para apoiar profissionais das áreas de música, dança, teatro, literatura, além de entidades culturais sem fins lucrativos.

23/06/2020 22h36 Atualizada há 3 semanas
Por: Renan Silveira
(Foto: Lucas Martins Velásque)
(Foto: Lucas Martins Velásque)

Não restam duvidas de que todos os setores da economia foram afetados pela crise econômica e o isolamento social impostos pela pandemia. No entanto, há de se observar o agravo específico do setor cultural.

Se considerarmos que a realização de eventos como shows, festas e bares não é possível sem qualquer nível de aglomeração, não restam duvidas de que estas atividades, bem como as suas atrações, serão as últimas a retomar a normalidade dentro do contexto social.

Vale destacar, ainda, a condição de artistas dependentes destes estabelecimentos, e que hoje nada mais são do que autônomos sem a sua fonte de renda. Além do mais, a classe exerce importante papel na cadeia econômica. De acordo com o recém extinto Ministério da Cultura, o setor cultural empregava cinco milhões de pessoas e movimentava anualmente cerca de 170 bilhões de reais no Brasil.

E é neste contexto que a Prefeitura Municipal de Bagé está lançando um edital cotado em R$100 mil, e que deverá auxiliar artistas locais distribuídos entre as áreas de música, dança, teatro, literatura e entidades culturais sem fins lucrativos. Os valores deverão servir como uma espécie de auxílio básico.

Conversamos com Iuri Brose, artista conhecido e requisitado assiduamente em estabelecimentos, eventos e festas particulares de Bagé e região.

Segundo o músico, com a pandemia as oportunidades se encerraram. Em uma época habitual, sua média variava entre oito e 12 apresentações mensais. Agora, desde a nova realidade, foi contratado apenas em duas ocasiões, sendo estas restritas para poucas pessoas.

— Comecei a procurar outros meios pois precisava pagar minhas contas, então aceitei uma vaga de tele moto, para entregar pizzas em uma empresa de delivery, aqui em Bagé — contou.

Quanto ao apoio do Poder Público para os artistas, Brose vê a ação com bons olhos.

— Toda ajuda é bem vinda. A classe de entretenimento está toda parada há três meses. Então acredito que é uma alternativa legal da Prefeitura — opinou.

A iniciativa municipal se chama “Fomento à Cultura de Bagé 2” - e vale ressaltar que a primeira edição, realizada no ano passado, não teve relação com a crise econômica gerada pela pandemia. O edital deverá ser lançado a qualquer momento.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.